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TPM e um pouco de loucura no dia das mulheres

Hoje podemos!

Fosse desencadeada uma greve por todas as mulheres na atualidade que ganham menos que os homens para fazer a mesma coisa, o que será que os proprietários das empresas fariam, hein? Perigo de haver demissão em massa e contratação de estagiários em nossos lugares.

Não vou nem entrar nesse assunto porque hoje estou numa tpm tão grave que se alimentar minha alma com pensamentos anti-machistas sou capaz de cometer um crime. Ou vários.

Estou lendo um livro chamado Como tornar-se um doente mental, de J. L. Pio, Abreu. É um psiquiatra português. Muito interessante. Ele explica como a forma de vivermos e respirarmos (!) pode nos levar a desenvolver doenças mentais. Tem um tipo, o histriônico anti-social que é um personagem que encontramos de monte por aí.

Esse homem aí, do René Magritte, tabém aparece na capa do livro.

Aquelas pessoas mentirosas, que têm uma ética própria, enganam, não criam vínculos reais. Nossa, eu conheço vários. Aliás, conheço vários de todos os tipos, os psicóticos paranóides, os fóbicos sociais. Aliás, eu até me incluo em alguns grupos, tenho algumas características, o que é normal. Não que eu seja muito normal, obviamente não sou.

O fato é que eu estava lendo justamente sobre os psicopatas anti-sociais, que são aquelas pessoas que fazem coisas erradas e vão fazendo cada vez mais merda sem sentir remorso algum. O plano da merda seguinte é o que interessa. Essas pessoas podem se tornar muito ricas e poderosas porque não têm qualquer escrúpulo. São capazes de matar e não estão nem aí.

Acabou a fisioterapia, pausa no livro. Desço em plena Av. Andradas, numa segunda-feria agitada e abafada. Não está mais chovendo e eu com um guarda-chuva gigante na mãos, esbarrando nas pessoas. Aquele cheiro de pastel, cigarro, esgoto, gente… me senti o personagem do Estrangeiro de Camus que matou o argelino. Influenciada pelo livro, pelo calor e pela tpm ou não, me bateu uma vontade de sair dando guarda-chuvada nas pessoas. Mas aí eu pensei na Kathryn Bigelow e seus dois oscars, de melhor diretora e melhor filme e respirei mais feliz. Respirei, não suspirei.

A teoria do J. L. Pio Abreu sobre respiração

Segundo ele, as pessoas que tendem a suspirar, descontrolam o sistema respiratório e por vezes, quando ficam – quando ficamos vai, todo mundo passa por isso – nervosos e respiramos fundo para nos acalmar estamos na verdade gerando um hiperventilação nos pulmões, que mais atrapalha do que ajuda.

Ajudar, ajuda. A entrarmos em pânico, ficarmos dormentes, agirmos de forma irracional, enfim, essas sensações desagradáveis que por vezes nos deparamos. Para o autor, tomar remédios (exceto os que estimulam a serotonina) pode ser inútil se a pessoa continuar a respirar de forma equivocada e contraproducente. Acho que ele é contra a indústria farmacêutica, aliás, muita gente é.

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