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Uma história fofa

Para amenizar a carga negativa do post de ontem, hoje vou contar uma história incrível, que soube pelo meu marido no sábado. Estávamos falando sobre pessoas famosas que gostaríamos de encontrar na vida real e ele me veio com essa:

Um brasileiro em viagem pela Europa surpreendeu-se com um senhor, de chapéu e botas, todo estiloso, na fila da imigração em Portugal. -Quem seria? – Convenhamos, pessoas extremamente especiais não passam despercebidas, nem que queiram. Desconfiado, o brasileiro olhou ao seu redor e notou que havia um staff de técnicos. Provavelmente estava certo a respeito do homem a sua frente.

Virou-se para o casal atrás de si, que conversava em português. – Vocês sabem se teve algum show grande por estes dias em Portugal? – perguntou com discrição máxima. – Sim, Bob Dylan tocou em Lisboa – repondeu a mulher.

Com toda elegância que o gesto exige, nosso compatriota providenciou caneta e papel para, então, abordar o ídolo. – Excuse me, Mr. Dylan, can I have an autograph, please? –

Também quero.

Histórias urbanas (nojentas)

[Se você tem estômago fraco, não leia este post]

Há meses ouvi estas bizarrices, mas, na época, não havia tempo nem disposição para escrevê-las. Conheci uma menina que tinha uma amiga que estava com feridas na boca. Eram aftas profundas que nunca se curavam. A guria pulava de dentista em dentista e ninguém resolvia. Até que certo dia, um periodontista teve uma suspeita sinistra e encomendou-lhe uma série de exames.

O resultado confirmou o que ele temia: as crateras incuráveis na boca da pobre paciente eram resultado de uma bactéria muito rara, que só é em encontrada em, em, em CADÁVERES! O diagnóstico era preciso pela exclusividade do caso. A mocinha deveria estar saindo alguém que transava com gente morta. A menina, uma gauchinha do interior, perguntada sobre sua vida sexual, confessou que ficava, de vez em quando, com um cara meio estranho.

O médico pegou leve e foi explicando a situação paulatinamente. Ela, apavorada, assentiu em contactarem a polícia. Operação armada, invadiram a casa do rapaz e, adivinha só, o freezer estava povoado. Moravam naquela casa, o rapaz e mais duas mulheres, estas conservadas a – 10° C mas, ainda assim, com este frio todo, com um vida sexual ativíssima. Ele, o maluco, foi preso, os cadáveres enterrados e a garota voltou para sua cidade. Em tempo, isso aconteceu em Porto Alegre, no ano de 2009, a menina morava na Cidade Baixa, estava com uns vinte e poucos anos e eu não sei mais detalhes.

O outro causo é tão nojento quanto, por isso, se você ficou chocado (a) com este, é melhor parar por aqui. Infelizmente essas histórias não são lendas urbanas, aconteceram mesmo. A irmã de uma amiga minha mora no interior. Recentemente, a melhor amiga dela separou-se e veio morar na capital. Nova, bonitona e cheia do ouro. Conheceu um cara todo garboso e passou a sair com ele. Certa noite, após o roteiro completo dos hot dates – jantar, barzinho e sexo – pernoitaram em um conhecido hotel da cidade. Bem perto da minha casa, aliás, avisto o estabelecimento da janela do quarto diariamente, entre pores-do-sol e navios que atravessam o famoso rio.

Tudo estava ótimo, a noite tinha sido incrível. Fulana mal podia acreditar. Que bem tinha feito a si mesma de se separar do brucutu que vivia na zona! Isso sim era vida. Eis que o príncipe honorário acorda. Enche-lhe de beijos e vai ao banheiro. Leva junto uma bandeja. – Estranho – pensou. Na volta, uma surpresa: um baita cocô repousava no utensílio. Ops! Muda a trilha, escurece a imagem e o romance filme vira de terror. Sim, ele pediu a ela que comesse a “obra”, enquanto se masturbava. Não sei como ela lidou com isso, mas certamente ficou bem mal.

Notinhas florianopolitanas

Estou em Floripa, de férias, e o slogan da estação, do verão 2011, é ‘o que você faz em Floripa, fica aqui’ . Isso traduz um pouco da mentalidade e das atitudes das pessoas na Ilha. Cada vez que venho pra cá, me irrito um pouco com esse lifestyle.

Não que a maternidade justifique, mas o fato é que eu estou ficando muito caretona. Muito, num grau máximo. Pra mim, droga é uma coisa datada a ser experimentada ou usada com fins recreativos na adolescência. Adulto que fuma maconha é como criança de sete anos com chupeta ou vovô que quer ser garotão.

Aqui pode tudo. Em contrapartida, encontro também um alento. Minhas amigas são muito certinhas, verdadeiras, com valores sólidos e admiráveis. Os errados que me perdoem, mas conviver com pessoas assim, puras na alma e nos gestos, é um presente.

Existe entre os manezinhos uma noção tão bonita de respeito ao próximo, de amizade, de coletividade que – às vezes – passa pela minha cabeça voltar pra cá.

Para além do Jurerê, dos espumantes com fogos, das Ferraris e da babaquice generalizada que impera em terras florianopolitanas, ainda existe a Lagoa, onde as pessoas se conhecem há anos e andam de chinelos e sem bolsa. Como nem tudo é perfeito, existe uma trapizombagem forte, típica de pontos turísticos onde os saltos não são bem-vindos e a natureza e a beleza ainda encantam mais os olhos que a suposta conta bancária de quem está de férias, desfilando.

No prédio da minha sogra, em Coqueiros, tem uma turma que é um barato, muito mais empolgada que a minha adorável gang de Porto Alegre. Eles passam os dias na piscina, que apelidaram de V12, em alusão ao tal day club P12. Promovem diversos eventos paralelos aos que agitam a cidade. Quando o Cacau Menezes faz a sua Feijoada, ou hordas de pessoas deslocam-se para a Peixada do Gui, acontece – aqui no prédio – um evento semelhante e, sem dúvida nenhuma, muito mais divertido.

Via de regra há pastéis de berbigão, bruschettas e drinks dos mais variados nas mesas. Enquanto os adultos se divertem, as crianças treinam saltos sincronizados na piscina, nas modalidades bomba, parafuso, palito e ponta.

Dos papos com minhas amigas e de minhas andanças por aí, extraí as seguintes novidades: tem muita mulher tomando bomba pra ficar sarada (o que não era comum antes), a Lagoa tá cheia de albergues, os assaltos viraram rotina e o trânsito é o que parece ser, uma naba mesmo, o ano todo. Cabe até a piadinha do meu marido sobre cidades pequenas. Ele adora dizer que tal lugar é uma cidade de primeira, porque quando se engata a segunda, a cidade já ficou pra trás. Floripa é uma cidade de segunda, porque é impossível engatar a terceira. A velocidade média no trânsito é 15 km/h, haja saco.

Gastronomicamente, o prato da vez é a lula recheada. Comi uma de lamber os beiços na praia do Pântano do Sul, no restaurante Pedacinho do Céu, com minha amiga Maria Carmencita. Mas, outra amiga, a Vicky, disse que a lula mais cobiçada do momento é feita num barzinho da Lagoa, ao qual se tem acesso apenas pela servidão que ela morava, no Morro da Mole. Deve ser incrível. Jantamos num australiano (ou ostraliano, como dizem os manés bem manés) novo da Beiramar bem qualquer coisa. Por falar em ostra, minha preferida do verão é a natural do Porto do Contrato, bem geladinha.

Estou até enjoada de tanta ostra. E, pra quem veio só pra ver a Amy, já fiquei tempo demais aqui. Hoje à noite volto para Forno Alegre e pretendo atualizar mais este blog.

TPM e um pouco de loucura no dia das mulheres

Hoje podemos!

Fosse desencadeada uma greve por todas as mulheres na atualidade que ganham menos que os homens para fazer a mesma coisa, o que será que os proprietários das empresas fariam, hein? Perigo de haver demissão em massa e contratação de estagiários em nossos lugares.

Não vou nem entrar nesse assunto porque hoje estou numa tpm tão grave que se alimentar minha alma com pensamentos anti-machistas sou capaz de cometer um crime. Ou vários.

Estou lendo um livro chamado Como tornar-se um doente mental, de J. L. Pio, Abreu. É um psiquiatra português. Muito interessante. Ele explica como a forma de vivermos e respirarmos (!) pode nos levar a desenvolver doenças mentais. Tem um tipo, o histriônico anti-social que é um personagem que encontramos de monte por aí.

Esse homem aí, do René Magritte, tabém aparece na capa do livro.

Aquelas pessoas mentirosas, que têm uma ética própria, enganam, não criam vínculos reais. Nossa, eu conheço vários. Aliás, conheço vários de todos os tipos, os psicóticos paranóides, os fóbicos sociais. Aliás, eu até me incluo em alguns grupos, tenho algumas características, o que é normal. Não que eu seja muito normal, obviamente não sou.

O fato é que eu estava lendo justamente sobre os psicopatas anti-sociais, que são aquelas pessoas que fazem coisas erradas e vão fazendo cada vez mais merda sem sentir remorso algum. O plano da merda seguinte é o que interessa. Essas pessoas podem se tornar muito ricas e poderosas porque não têm qualquer escrúpulo. São capazes de matar e não estão nem aí.

Acabou a fisioterapia, pausa no livro. Desço em plena Av. Andradas, numa segunda-feria agitada e abafada. Não está mais chovendo e eu com um guarda-chuva gigante na mãos, esbarrando nas pessoas. Aquele cheiro de pastel, cigarro, esgoto, gente… me senti o personagem do Estrangeiro de Camus que matou o argelino. Influenciada pelo livro, pelo calor e pela tpm ou não, me bateu uma vontade de sair dando guarda-chuvada nas pessoas. Mas aí eu pensei na Kathryn Bigelow e seus dois oscars, de melhor diretora e melhor filme e respirei mais feliz. Respirei, não suspirei.

A teoria do J. L. Pio Abreu sobre respiração

Segundo ele, as pessoas que tendem a suspirar, descontrolam o sistema respiratório e por vezes, quando ficam – quando ficamos vai, todo mundo passa por isso – nervosos e respiramos fundo para nos acalmar estamos na verdade gerando um hiperventilação nos pulmões, que mais atrapalha do que ajuda.

Ajudar, ajuda. A entrarmos em pânico, ficarmos dormentes, agirmos de forma irracional, enfim, essas sensações desagradáveis que por vezes nos deparamos. Para o autor, tomar remédios (exceto os que estimulam a serotonina) pode ser inútil se a pessoa continuar a respirar de forma equivocada e contraproducente. Acho que ele é contra a indústria farmacêutica, aliás, muita gente é.

Os sebos de POA

Ana Emília Cardoso.

Porto Alegre é uma cidade cheia de sebos
. Quem anda pelo centro ou pelo Bonfim a pé sabe o quanto isso é verdade. São pencas de lojinhas apertadas com livros saindo pelo ladrão, algumas com vinis nas vitrines e as mais ousadas têm até uma arara com roupas usadas estilosas. Estilo rock de décadas passadas, com cheiro de mofo e botões faltando.

Eu passo longe de tudo isso. Sou mega alérgica e só de pensar num brechó meu nariz coça. Os nomes são sugestivos e nada convidativos, como Traça e Ábaco (ou seria ácaro?). Meu deus, ábaco eles deseterraram. Não vejo um há pelo menos uns 20 anos.

Y además, eu prefiro mesmo emprestar os livros em bibliotecas a comprá-los. As da UFRGS são ótimas, com muitos livros bem recentes e vários exemplares dos mais importantes. Como a Sociologia é uma ciência fundamental às outras, todas as bibliotecas têm os livros que eu preciso e elas são próximas entre si. Exceto a de Sociologia mesmo, que é lá em Viamão. Bem fora do meu perímetro ciclístico ou onibusístico.

Ontem descobri o livro-chave do meu projeto de doutorado, se chama A dominação masculina, do Pierre Bourdieu. Perfeito, não fosse o fato de todos os exemplares da UFRGS estarem emprestados (na verdade tem um lá em Viamão, mas não cogito a hipótese de fazer tal viagem) e o livro estar esgotadíssimo nas livrarias como Saraiva, Fnac e Cultura.

Estou lendo no google.livros, em inglês e fechado em pdf. Isso me toma muito tempo e pode me levar a pequenos enganos, porque não consigo desenvolver um pensamento muito lógico tendo que traduzir, sem sequer poder recortá-lo e fazer isso fragmentadamente.

A solução foi ligar para os trocentos sebos da cidade. Peguei uma lista na internet e comecei a romaria telefônica. Alguns são bem moderninhos e têm site com ferramentas de busca e tele-entrega. Genial.

Grande parte não fica muito atrás, atendem rápido e consultam o computador e já dizem logo que não têm. Alguns prometem consultar sua rede e ficam de ligar. Ninguém me ligou até agora.

Vários demoram pra atender e falam com aquela voz arrastada, que faz com que a gente se sinta um estorvo na corridíssima tarde de negócios de um sebo. O mais legal foi o do telefone sem fio.

– Olá, você tem algum livro do Bourdieu?
– Como é o nome do livro e completo do autor?
– A dominação masculina, do Pi-e-rre Bour- di -eu.
– Ô fulana! Dominação da China, Pierre Burguê.

Uma voz mais ao fundo:

– Como?! Dominação burguesa?

Minutos mais tarde:

– Não, minha senhora, sinto muito, não temos.

Como uma comunicação dessas, fica difícil_ E você, tem o livro pra me emprestar?

Sobre os salões

Ana Emília Cardoso

Nunca contei aqui, mas numa época atrás, andei frequentando outro salão (que não o que vou quase todos os dias_meu tratamento de beleza é à conta-gotas), mais ou menos perto de casa e, numa dessas vezes, fiz as unhas com uma louca. Ela me cortou muito. Acho que tem algum problema comigo. Síndrome de abandono.

Existem hoje tantos e tantos salões, que não existe muita fidelidade. No meu bairro deve ter uns 100 ou mais. Na minha quadra tem quatro, que é a média do bairro. Pensando bem, deve ter mais de cem, bem mais. Só nas ruas principais tem uns 20, 30 em cada. Olha, é coisa.

Então, fica difícil não mudar de vez em quando. Afinal, como qualquer relacionamento humano, o convívio no instituto de beleza é permeado por interações que sintetizam diversas relações de poder. Olha a socióloga ressucitando.

Dentro desse panorama de tantas opções, as manicures abundam e sabem que suas clientes não sao garantidas, o que as torna inseguras. Mas, um dia desses, num mega papo com a Ju, a minha #1, que pinta flores e estrelas na Anita, descobri que a categoria é mais perigosa do que eu imaginava.

Ela me falou que a outra (com quem a traí por algum tempo) devia ter me cortado de propósito e que, sim, há quem faça isso. Contou inclusive que a fulana em questão tinha até fama de fazer isso com as clientes.

Pensei e cheguei a conclusão que motivo de tanta raiva é que eu tinha sido cliente dela no passado, mas marcava por telefone com outra, não com ela. Na primeira oportunidade em que teve minhas mãos nas suas, vingou-se pelas múltiplas e escancaradas traições. Me cortou em três cutículas e ainda passou aquela base com formol, que arde. Vaca. Nunca mais vou lá.

Uma inimiga no elevador

Ana Emília Cardoso.

Quem nunca se desentendeu com algum vizinho que atire a primeira pedra que mande um comentário malcriado.

Eu sou senhora de me dar com vizinhos de outra gerações, as mais antigas mais especificamente.

Em Floripa, a dona Maria, era a minha amiga do prédio. Parceira para almoços, conselheira matrimonial e tudo mais. Morava no primeiro andar, por causa das escadas, como a maioria dos velhinhos de prédios sem elevador. Já escrevi sobre ela em outros posts. Dia desses ligou, me convidando para a mega festa de 70 anos. Grande Dona Maria.

Logo que cheguei aqui, no fazendão, conheci um casal que pesou inclusive na escolha do imóvel. Francisco Cabeda, coronel aposentado, fraternalmente nos ciceroneou no Ed. Viña del mar quando procurávamos imóveis por aqui.

Os bons recuerdos que tenho da Rua Costa em grande parte de devem ao casal Cabeda; Vera e Seu Cabeda, a quem ela – a Vera – chama Juca. Eles eram pau pra toda obra, entendiam de todos os assuntos e me emprestaram toneladas de alimentos não perecíveis, temperos, telefone quando presa para fora de casa e por aí afora. Éramos vizinhos de porta e grandes companheiros de feiras. Também já escrevi sobre eles aqui.

No entanto, em meu mais recente endereço, pela primeira vez na vida, odeio uma vizinha geriátrica.

A conheci na academia, falando mal da Edê, uma personal meio gordinha que atende vários moradores do condomínio e é praticamente um patrimônio público-privado. Sabe aquelas pessoas de idade que falam mal dos outros na própria frente? Minha inimiga é assim. Personal gorda? Acho um absurdo! E além do mais, sabe o que ela faz? Faxina, destilou a víbora.

Na mesma ocasião me arrastou à sua casa. Contou que vai sempre à Munique. De fato, aquela decoração móveis de Gramado, com os tons do Mini Mundo não deixavam qualquer dúvida de uma estreita relação com o mundo germânico. Nada contra os alemães_ adoro cerveja, casei com um descendente e não dispenso uma salsicha bock com mostarda jamais.

Mas essa velha_ ah, detesto. O motivo de tamanho desafeto é simples: ela é mesquinha, muito mesquinha.

Em uma inspirada manhã de domingo, fui ao Moacir, comprei um filé mignon e lá estava eu flambando-o para um stronogoffe quando percebi que não tinha arroz. Passado o susto, pensei de minha forma linear: vou pedir a algum vizinho.

Como não conheço os do meu andar, peguei o elevador rumo ao terceiro. Destino: casa da Sica, um gringa de Bento Gonçalves, criatura mais doce, impossível.

No elevador, no entanto, encontro a supracitada senhora e lhe exponho o motivo do passeio vertical. Ela, mui solícita, me chama à sua casa e me empresta uma xícara do grão.

No dia seguinte, isso mesmo, menos de 24 horas depois, dim-dom. Lá estava ela, caneca em punho, querendo o pagamento. Sorry, mas eu nunca vou ao mercado. Tudo bem, ela não me conhecia direito, não tinha obrigação de saber.

A partir daí, parou de falar comigo. Um dia eu disse: Ah, to te devendo arroz, né?! E ela: Pois é, to esperando até hoje. Pegou emprestado, tem que devolver. E fechou a cara.

Ah, vai se ferrar
. Às vezes penso em botar um sacão na porta dela. Mas, nunca sei se ela está por aí. Acho que os filhos todos moram fora do Brasil e ela viaja bastante. Também, com uma mãe dessas.

Meu pecado: falo mal e não quito a dívida; minha penitência: encontrar com a bruaca de vez em quando.