Pode uma feminista casar?

Ana Emília Cardoso

Ontem conheci um blog feminista muito bom. É de uma jornalista chamada Marjorie Rodrigues.

O mais legal é que ela mete o pau em pessoas que falam bobagem ou disseminam preconceitos e parecem estar acima do bem e do mal. Ninguém fala nada dessas pessoas, pelo contrário, há um consenso medíocre de pagarem pau.

Às vezes eu leio um texto machista ou assisto a um programa que ofende meus valores e fico chateada ao notar que parece que só eu me incomodo. Normalmente, eu boicoto e pronto. Porque, se comento, muita gente diz: ah, sua feminista chata.

Mas, ela, a Marjorie, solta o verbo pra valer, sem amarras. As amigas dela comentam e a coisa cresce. Tudo no mais alto nível e com um português invejável.

É fantástico ver que existem mulheres que não se preocupam apenas em ser bonitas e boas mães, mas que pensam, questionam e tentam mudar o mundo para melhor.

Às vezes eu me sinto como se fosse um negro dentro de um ônibus cheio de brancos racistas, fazendo piadas sobre negros. Ele riria ou sentiria vontade de chorar? Eu sinto raiva e vontade de chorar quando vivencio situações de machismo e quando vejo outras mulheres rindo. Acho que são umas idiotas.

Tem mulher que finge que vê não as coisas porque acha que – de alguma forma – é melhor assim, que manipula o marido, chefe, colegas sei-lá. Sempre tentando enganar os outros e a si mesma. Tudo isso porque é preciso ter peito pra reclamar e isso, metafisicamente, poucas têm.

Outra coisa que constatei é que ser feminista sem família é uma coisa; casada e com filhos é BEM diferente. E muito mais difícil.

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8 Respostas para “Pode uma feminista casar?

  1. silvana maria bitencourt

    Como estudiosa das teorias feministas e dos estudos de gênero há anos, sofro muito preconceito em relação às temáticas que investigo. Meus colegas, tanto os homens como as mulheres, falam da sociologia do batom, historiazinha para “boi dormir”. Penso que o termo feminista ainda carrega um aspecto bastante pejorativo e isso geralmente é sustentado por pessoas mal informadas que não têm noção de como este movimento foi importante para questionar a exclusão das mulheres na esfera pública e sua naturalização no privado.
    No entanto, hoje o contexto é outro, o debate está centrado nesse autoritarismo de se definir a categoria Mulher. Definir esta categoria já em si um ato autoritário. Portanto, o que devemos questionar é essa busca “esquizofrênica” em definir tudo, ou seja, somos da sociedade dos rótulos. Ser feminista não quer dizer ser anti- homens. Mas, ser sujeito que não reduz “o outro” ao seu genital. Aceitar o outro na sua diferença dando possibilidades iguais para se construir

    silllllll

  2. Oi,
    tudo bem ?
    Estive no blogo recomendado por você. Não tive tempo de ler muita coisa. Era tarde. Mas caí num post sobre um outdoor que um negro era embranquecido na passagem do antes e depois do curso universitário. Achei meio exageradas as considerações que lá li.
    Aqui publico o que lá o fiz :

    Meus caros,

    Um modelo negro foi contratado, remunerado, sua etnia foi associada à informação e ascenção, e vocês me vêm com sensaborias ?
    Sou a favor de cotas raciais ( que inventem um modelo justo ), é evidente o avanço cágado ou cagado na politica de equalização social pela perspectiva da tez da pele ( porque há, por exemplo, a dos nordestinos, que não faz parte da pauta ), mas pelamordedeus, vocês estão perspirando subliminaridades onde eu não acho que haja.
    Será que se fosse um ator branco o contratado e remunerado, vocês não estariam reclamando de uma mais uma forma de se concentrar riqueza na aristocracia branca ?

    Quanto aos comentários aí acima, em algum lugar, sobre a escravidão negra nas Américas, ou onde que tenha havido, é preciso contextualizar. A escravidão de todos os tipos sempre foi uma prática ao longo dos tempos. Os povos que conquistavam as terras de outros acabavam por escravizar os vencidos. É preciso considerar este assunto pelo viés amoral da coisa. Se na Àfrica durante o processo de escravidão vivessem seres verdes ou amarelos, a herança da questão racial nas américas seria dos verdes e amarelos.
    Não nos esqueçamos, por exemplo, que os judeus foram cativos dos egípcios e na grécia antiga a sociedade era divida entre homenes livres e escravos ( brancos escrevizados por brancos e nascidos do mesmo chão ).
    O que sucede é que a escravidão negra foi a remanescente de um mundo que daí pra frente mudou sua práxis.
    Valeu !
    ps. Pra completar : o maior traficante de escravos negros e homem mais rico do mundo durante os anos de “ouro” do escravagismo no Brasil e na América era um negro.

  3. Oi, Ana Emília.
    Parece que a dona do Blog não aceitou minhas observações e não as publicou.
    Lamentável, não acha ?

    Um abço

  4. marjorierodrigues

    Ana, super obrigada! Mesmo! 🙂

    Vário — seu comentário deve ter violado algum item da política de comentários.

  5. adorei Ana

  6. Oi, Marjorie.

    Se meu comentário violou alguma regra do estatuto do blog, seria educado comunicar ao infrator. Não ?

    Um abço

    Ana,
    Desculpe essa conversa aqui, mas é que a Marjorie não posta qualquer comentário meu. Parece que a violação à politica do blog é o contraditório.

    Desculpe e um abço

  7. oi gurias! só pra registrar que tenho lido direto o blog de vocês. Não passo uma semana longe!
    Está muito bom!
    quero ver mais vídeos!!
    beijos

  8. Feminismo ou maxismo. Tudo sexismo. O mais importante é celebarmos aproveitarmos as diferenças, porque elas existem sim.

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