E-commerce: uma ponte com nossos sonhos

Por Ana Emília Cardoso

Tem coisa melhor que pesquisando sobre nossos objetos de desejo na internet?
Além de ser uma delícia, em tempos de crise, é muito melhor do que ir às lojas de fato por dois motivos: primeiro porque como a gente não prova nada e não é super bem atendido, não fica constrangido de não comprar e, em segundo, porque geralmente a gente olha, olha, pesquisa e acaba não comprando nada.

Acho que adquiri esta mania do meu marido. Ele ama ficar horas pesquisando produtos, mesmo que seja um ar condicionado de presente para alguém que more no pólo norte. Eu acho um barato.

Na verdade já compramos várias coisas pela internet, como secadora de roupas pelo mercado livre, que veio de Floripa, câmeras de foto e vídeo variadas e até um carrinho de bebê.

Esse carrinho de bebê foi o meu primeiro caso de surto obsessivo por e-commerce. Eu queria porque queria um carrinho que tivesse rodas de bicicleta, com 3 rodas. Na internet achei alguns. O que eu mais gostei era de uma marca chamada Hauck, alemã.

Andei o equivalente à distância do Oipoque ao Chuí com o meu desse.

Andei o equivalente à distância do Oipoque ao Chuí com o meu desse.

Eu virei Florianópolis do avesso e na época não encontrei o tal carrinho. Após meses e meses de namoro com as lojas virtuais, comprei. O site era meio estranho, mas como era O CARRINHO que eu queria, nem me importei muito.

A encomenda estava demorando a chegar e eu desisti da compra. Eles não tinham em estoque e me devolveram o dinheiro. Como eu estava em Curitiba e lá as lojas tinham o carrinho, botei mais uma graninha em cima e comprei numa loja mesmo.

Meu segundo surto foi quando eu estava procurando imóveis. Eu passava horas nos sites das imobiliárias, via uns quinhentos apartamentos por dia, no mínimo. Se algum psiquiatra analisasse o histórico do meu computador, me internaria com certeza.

Uma coisa é certa, isso já faz mais de ano e eu ainda estou com ressaca dessa fase. Enjoei MUITO desses sites. Se eu te disser que dou uma olhada pra você, que anda sem tempo e quer um apartamento assim assado, é mentira. Falo só por educação.

Ultimamente me divirto procurando roupas e acessórios. Por exemplo, um dia cismei que precisava de um sapato azul, meio verde, bem escuro. É lógico que não achei nada nem parecido. E hoje, umas semanas depois, penso que se tivesse o tal sapato, nem usaria.

E por aí vai, isso se aplica a milhares de coisas – vestidos de tricô, botas, maquiagens, panelas (tenho uma obsessão por artigos de culinária),viagens, a boneca polegarzinha pra Anita entre outros.

Esse tempo que a gente fica pesquisando e sonhando é o tempo exato para percebemos que não precisamos de fato daquela coisa. Mas, que é bom, isso é.

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Uma resposta para “E-commerce: uma ponte com nossos sonhos

  1. Sou suber cybernética, tudo o que tenho que fazer, prefiro se for pela web. Faz muito tempo que não vou num Caixa de banco, por exemplo. Só tenho sempre o cuidado de comprar em sites de segurança. E, assim como a Ana, adoro ficar horas consumindo com os olhos! rsrs

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