Capital o que, mesmo?!?

Por Daniela Entrudo

Sabe aquela estória da empresa que te propõe um novo ‘desafio’, mas o desafio mesmo é tu sobreviver com a merreca que eles te pagam? No ano passado uma amiga minha foi promovida, passou a assumir mais responsabilidades, e lhe prometeram um aumento de salário até dezembro.

Dezembro chegou e eles pediram pra ela esperar até fevereiro, em função da ‘crise mundial, os bancos americanos, etc’.
Ela, paciente, esperou até fevereiro. Quando fevereiro chegou a empresa fez uma proposta ridícula e, obviamente ela não aceitou. Pior pra ela, porque depois ficou sabendo que não teria uma segunda chance. Era a proposta ridícula ou não era nada. Então ela continuou sem o tal aumento.

Esse ano, em função de vários fatores, o departamento que ela coordena está um tanto ocioso. E foi feita uma nova proposta, parecida com a de fevereiro. Ela não pode deixar de perguntar sobre o aumento. E ouviu do seu diretor: “vamos analisar e em sessenta dias, após a implementação no novo modelo, vamos fazer algumas avaliações e ver como vai ficar o teu aumento”. Ou seja, ela já trabalha com eles há quase um ano e meio e eles ainda ‘não conhecem’ o trabalho dela, é isso que parece.

Bom, essa minha amiga ficou muito puta, e ela não consegue esconder isso. Mas com toda a frieza do mundo respondeu: “obrigada por essa bela ‘oportunidade’, estarei à disposição e me sinto muito feliz com esse novo ‘desafio’”.

Ela me contou tudo isso ontem, bem rapidinho pelo MSN. E eu, que me compadeci com a situação, resolvi escrever esse post, porque na verdade sabemos que isso acontece todos os dias em várias empresas, em alguns casos, somos apenas um número de matrícula para algumas empresas, como esta da minha amiga que não valoriza o seu capital humano. Aliás, eles devem se perguntar “capital o quê?”, nem devem saber o que é isso.

Cheguei a pensar como seria bom ser rica numa situação dessas e não precisar do trabalho, ou melhor, do dinheiro no final do mês. Poder chegar pra um cara desses e dizer “meu, eu sou muito boa pra ti e pra essa tua empresa, quem não quer sou eu, tchau!”. Mas infelizmente as coisas não são assim e muitas vezes temos que manter a língua dentro da boca por mais tempo que gostaríamos.

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