O fantástico Vale dos Vinhedos

Por Ana Emília Cardoso

Você gosta de cachaça e de comida boa? Opa, tenho um programa perfeito pra ti: o Vale dos Vinhedos. Bem, cachaça é modo de dizer, porque lá -dãrrr- só tem vinho, óbvio.

Como sou descendente dos mesmos gringos que povoaram aquela região, me identifico demais com aquele universo. Os italianos sabem deixar os lugares bonitos. É tudo limpo, organizado, sempre em tons ocre, jardins parecidos, casas limpíssimas e massas fantásticas.

No caso específico do Vale (entre Bento Gonçalves e Garibaldi), o Sebrae deu uma senhora mão. As placas dos estabelecimentos – vinícolas, queijarias ou hosterias – são super padronizadas, com a mesma fonte, a mesma cor de fundo, logos com o mesmo estilo. Um show de bom gosto gráfico.

Outra coisa que eu gostei foi que eu não me senti discriminada por ser mulher em momento algum. Quando a gente entrava em uma vinícola, ninguém tratava meu marido de forma diferente da que me recebia, como acontece muito por aqui.

A primeira coisa que me chamou a atenção foi o aroma e o sabor dos vinhos. A segunda (negativamente em partes) foi o preço. Os vinhos lá custam muito mais caro que os chilenos que a gente compra no mercado em Porto Alegre.

Antigamente as famílias plantavam e vendiam suas uvas para as grandes como Miolo, Valduga, Aurora e outras. Produziam algum vinho para o consumo próprio apenas.

As uvas finas (varietal) não têm nada a ver com essas que a gente come, só a moscatel é a mesma que vai à mesa. Aliás, moscato é uva, segundo a proprietária da incrível Cavalleri, a casa com o melhor espumante que já provei.

De uns anos pra cá, os pequenos produtores se profissionalizaram.
Aumentaram sua produção e passaram a comercializá-la. As uvas mais comuns lá são tannat, cabernet sauvignon e franc, merlot, touriga nacional, barbera e tem umas esquisitas também como teroldego, gewürztraminer entre outras.
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Como são feitos em pequena escala, esses vinhos são fantásticos. Porém, impossíveis de se encontrar a menos de R$ 50,00 a garrafa numa capital.

Os produtores são super gentis, educados e muito claros ao falar. Não fosse a incapacidade de pronunciar os dois erres de garrafa e parreiral, você não pensaria que eles pouco saem de lá. Dá um raiva quando a garafa quebra nas barica ou no pareral! A gente dava risada.

A Miolo é pra otário ver; depois de visitar as pequenas, numa gigante parece que tu tá tomando álcool com tang sabor uva. Además, nos contaram que grande parte da produção vem da Bahia, onde há de 3 a 4 colheitas por ano. Aqui há uma só. Qual uva tem mais sabor? Uma chance!

Imperdível na minha opinião: valontano (tem até espaço kids!), angheben, cavalleri, pecculiare, a hosteria do hotel casacurta (o filé recheado com gorgonzola e molho funghi é a coisa mais gostosa que eu comi nos últimos tempos) e o ristorante nonna metilde.

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Uma resposta para “O fantástico Vale dos Vinhedos

  1. e as fotos? coloca aí algumas!

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