Arquivo do mês: junho 2009

A paranóia da pedofilia

Por Ana Emília Cardoso

É claro que eu, como toda mãe, sou uma paranóica e que, para mim, qualquer pessoa estranha ou não é um pedófilo em potencial até que se prove o contrário.[o que é meio impossível].

No último domingo fizemos uma festa junina aqui no meu prédio e ao invés de ficarmos nos auto-apavorando com causos de pedofilia, demos risadas umas das outras por causa das neuroses do dia-a-dia.

Pra mim, foi excelente confessar ao grupo que fiquei super encanada com uma situação muito bobinha que aconteceu outro dia. Um gurizinho veio aqui em casa. Somos vizinhos e eventualmente cuidamos dos filhos dos outros.

Quando eu estava lavando a louça (pra variar), o guri e a Anita quiseram fazer cocô. Pelo menos, dessa vez não foi no meio do jantar, o que é um milagre.

Eles foram para o banheiro e meu marido os limpou. Só ouvi os comentários de: ai, que fedor_ seu punzento, etc…

No dia seguinte, encontrei o pai do guri, que é médico, voltando da escolinha. Aí ele me perguntou se guri tinha feito cocô, porque estava constipado. Eu disse que sim. A conversa podia ter parado aí. Mas…

… ele perguntou COMO era o cocô.
Aí eu falei na boa que não tinha sido eu quem tinha limpado, então não sabia. Mas, depois, aquilo ficou martelando na minha cabeça. Será que eles vão achar mal que foi o meu marido e não eu que levei o filho deles no banheiro?

Felizmente não acharam. O fato é que várias mães estavam falando que às vezes brincam com jogos na cama quando tem amiguinhos dos filhos e depois ficam preocupadas: se eles contarem pros pais e ou pais entenderem errado?

Um outro pai aqui do prédio gosta de sacanear os amigos do filho (que tem 9 anos) e fala assim quando tem um grupinho que não o conhece: to indo fazer cocô, quem vai limpar a minha bunda?

Na real, é uma brincadeira meio esquisita, ams dentro do normal. Imagina se um guri conta pro pai – um gauchao de bombacha – e isso vira confusão?

Pelo que tenho visto nas reuniões da escolinhas, tem pais que não tem o menor bom senso e levam ao pé da letra tudo que os filhos falam. E o que é pior: não entendem que os filhos têm uma visão infantil do mundo e os interpretam como se fossem adultos.

Dia desses, o pai de uma coleguinha da Anita contou para o grande grupo que estava muito nervoso porque a garotinha tinha ganhado um chocolate de um colega no dia dos namorados. Ah, por favor, né? Ele queria trocar a guria de escola até…

** última dos papos de pedofilia: cuidado com recreacionistas de casa de festas**

Documentário sobre gênero X direção no RS

Estou produzindo um documentário sobre a questão do gênero e da direção no RS. Já entrevistei algumas amigas e pretendo dar continuidade ao projeto de forma bastante séria esta semana.

Se você quiser participar, é só deixar um comentário que eu entro em contato.

Seleções de emprego

Casa de Anita TV – parte 2

Seguimos com nossa produção áudio-visual enquanto os programetes de rádio não saem do forno.

Capital o que, mesmo?!?

Por Daniela Entrudo

Sabe aquela estória da empresa que te propõe um novo ‘desafio’, mas o desafio mesmo é tu sobreviver com a merreca que eles te pagam? No ano passado uma amiga minha foi promovida, passou a assumir mais responsabilidades, e lhe prometeram um aumento de salário até dezembro.

Dezembro chegou e eles pediram pra ela esperar até fevereiro, em função da ‘crise mundial, os bancos americanos, etc’.
Ela, paciente, esperou até fevereiro. Quando fevereiro chegou a empresa fez uma proposta ridícula e, obviamente ela não aceitou. Pior pra ela, porque depois ficou sabendo que não teria uma segunda chance. Era a proposta ridícula ou não era nada. Então ela continuou sem o tal aumento.

Esse ano, em função de vários fatores, o departamento que ela coordena está um tanto ocioso. E foi feita uma nova proposta, parecida com a de fevereiro. Ela não pode deixar de perguntar sobre o aumento. E ouviu do seu diretor: “vamos analisar e em sessenta dias, após a implementação no novo modelo, vamos fazer algumas avaliações e ver como vai ficar o teu aumento”. Ou seja, ela já trabalha com eles há quase um ano e meio e eles ainda ‘não conhecem’ o trabalho dela, é isso que parece.

Bom, essa minha amiga ficou muito puta, e ela não consegue esconder isso. Mas com toda a frieza do mundo respondeu: “obrigada por essa bela ‘oportunidade’, estarei à disposição e me sinto muito feliz com esse novo ‘desafio’”.

Ela me contou tudo isso ontem, bem rapidinho pelo MSN. E eu, que me compadeci com a situação, resolvi escrever esse post, porque na verdade sabemos que isso acontece todos os dias em várias empresas, em alguns casos, somos apenas um número de matrícula para algumas empresas, como esta da minha amiga que não valoriza o seu capital humano. Aliás, eles devem se perguntar “capital o quê?”, nem devem saber o que é isso.

Cheguei a pensar como seria bom ser rica numa situação dessas e não precisar do trabalho, ou melhor, do dinheiro no final do mês. Poder chegar pra um cara desses e dizer “meu, eu sou muito boa pra ti e pra essa tua empresa, quem não quer sou eu, tchau!”. Mas infelizmente as coisas não são assim e muitas vezes temos que manter a língua dentro da boca por mais tempo que gostaríamos.

O fantástico Vale dos Vinhedos

Por Ana Emília Cardoso

Você gosta de cachaça e de comida boa? Opa, tenho um programa perfeito pra ti: o Vale dos Vinhedos. Bem, cachaça é modo de dizer, porque lá -dãrrr- só tem vinho, óbvio.

Como sou descendente dos mesmos gringos que povoaram aquela região, me identifico demais com aquele universo. Os italianos sabem deixar os lugares bonitos. É tudo limpo, organizado, sempre em tons ocre, jardins parecidos, casas limpíssimas e massas fantásticas.

No caso específico do Vale (entre Bento Gonçalves e Garibaldi), o Sebrae deu uma senhora mão. As placas dos estabelecimentos – vinícolas, queijarias ou hosterias – são super padronizadas, com a mesma fonte, a mesma cor de fundo, logos com o mesmo estilo. Um show de bom gosto gráfico.

Outra coisa que eu gostei foi que eu não me senti discriminada por ser mulher em momento algum. Quando a gente entrava em uma vinícola, ninguém tratava meu marido de forma diferente da que me recebia, como acontece muito por aqui.

A primeira coisa que me chamou a atenção foi o aroma e o sabor dos vinhos. A segunda (negativamente em partes) foi o preço. Os vinhos lá custam muito mais caro que os chilenos que a gente compra no mercado em Porto Alegre.

Antigamente as famílias plantavam e vendiam suas uvas para as grandes como Miolo, Valduga, Aurora e outras. Produziam algum vinho para o consumo próprio apenas.

As uvas finas (varietal) não têm nada a ver com essas que a gente come, só a moscatel é a mesma que vai à mesa. Aliás, moscato é uva, segundo a proprietária da incrível Cavalleri, a casa com o melhor espumante que já provei.

De uns anos pra cá, os pequenos produtores se profissionalizaram.
Aumentaram sua produção e passaram a comercializá-la. As uvas mais comuns lá são tannat, cabernet sauvignon e franc, merlot, touriga nacional, barbera e tem umas esquisitas também como teroldego, gewürztraminer entre outras.
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Como são feitos em pequena escala, esses vinhos são fantásticos. Porém, impossíveis de se encontrar a menos de R$ 50,00 a garrafa numa capital.

Os produtores são super gentis, educados e muito claros ao falar. Não fosse a incapacidade de pronunciar os dois erres de garrafa e parreiral, você não pensaria que eles pouco saem de lá. Dá um raiva quando a garafa quebra nas barica ou no pareral! A gente dava risada.

A Miolo é pra otário ver; depois de visitar as pequenas, numa gigante parece que tu tá tomando álcool com tang sabor uva. Además, nos contaram que grande parte da produção vem da Bahia, onde há de 3 a 4 colheitas por ano. Aqui há uma só. Qual uva tem mais sabor? Uma chance!

Imperdível na minha opinião: valontano (tem até espaço kids!), angheben, cavalleri, pecculiare, a hosteria do hotel casacurta (o filé recheado com gorgonzola e molho funghi é a coisa mais gostosa que eu comi nos últimos tempos) e o ristorante nonna metilde.

Casadeanita TV

Hj eu e a Dani comecamos a gravar nossas esquetes, que virao a se tornar drops para o radio. Segue uma canjinha:

ops, desconfigurei os acentos do teclado e nao to conseguindo resolver!