Você viu aquele mendingo no cemintério?

Por Gabriela Carvalho

Comecei hoje, com a minha futura sócia (a Ana, editora deste blog), um curso de empreendedores no Sebrae. O curso não chegou a superar minhas expectativas, mas em vários momentos senti falta de uma coisa: do plural. A ausência dele se fez presente durante toda a tarde de curso. Não só nas palavras do ministrante, como também nas dos ‘alunos’, futuros empresários.

Tudo bem, eu não sou um exemplo de pessoa quando se trata do correto uso da nossa difícil língua portuguesa. Mas, pelo menos eu acho, o uso do plural é requisito básico e não envolve grandes mistérios.

Confesso, tenho um problema com a palavra ‘nozes’.
Não exatamente com o plural. Minha irmã sempre ri quando tocamos no assunto. Não consigo o usar o singular de nozes, acho muito estranho falar ‘uma noz’. Enfim.

Como se não bastasse o sequestro do plural, ouvi no mesmo curso duas expressões que há muito não ouvia. Tinha um sujeito, muito falante, que não ficava nem vermelho de falar ‘questã’. Isso mesmo, o amigo sempre começava suas frases explicando que ‘essa questã…’. Outra colega usou algumas vezes a expressão cadum quando tentava se referir a cada um dos participantes do curso. Não sei se excepcionalmente hoje eu estava concentradíssima nas gafes alheias ou se os episódios foram tão esdrúxulos que era impossível não notá-los.

A ideia de escrever sobre esse assunto surgiu quando uma amiga, que pelo visto está se tornando leitora assídua de Casa de Anita, veio me perguntar se a minha amiga do blog tinha escrito algo novo. Então lembrei do blog e disse a ela que estava com vontade de escrever sobre o bom e velho português, em virtude dos fatos acima narrados.

Foi quando ela me confessou que o pai dela, um empresário super bem-sucedido, não consegue não falar cemintério e pijami. A minha sogra também fala pijami. Por que será? Tem outra amiga, com quem morei quando vim para Porto Alegre, super inteligente e devoradora de livros, que uma vez confessou que fala cemintério e mindingo.

Meu pai tem um problema com o ‘truxe’, de trouxe, do verbo trazer. ‘Truxe coca normal pra ti filha, sei que tu não gosta da light’. Não tem jeito de fazer o bigodão falar ‘trouxe’.

Nota da editora: Bem-vinda, Gabi! Adorei teu post!

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5 Respostas para “Você viu aquele mendingo no cemintério?

  1. Pior que mindingo só mesmo a mortandela!!!! Truxe é bem coisa de gaúcho, conheço muita gente aí que fala assim, hahahaha!

  2. Não posso deixar de comentar o cara que diz: ‘Se não TÊ não tem propblema’ ou, ‘quando eu TÊ a minha sala’…, socorro!!!
    Mas o mais engraçado é que a minha mãe acha que a palavra ‘vergonha’ tem gênero, assim: a mulher é sem-vergonha e o homem é um SEM-VERGONHO (óbvio)!!! rsrsrs

  3. Somos colôno(s) mesmo hehehe…não tem jeito.

  4. gurias, “bem-vinda” leva hífen.

    Casa de Anita responde: Gracias, já arrumei. Eu podia dizer que era uma pegadinha, mas não era não, eu tinha escrito errado mesmo 😉

  5. Tenho acompanhado, adorado os textos, os assuntos e me divertido muito.

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