The Golden City

To vendo um arco-íris pela sacada. Lá no morro Santo Antônio. É incrível como um plexo de luz pode mudar as coisas e embelezar uma paisagem a ponto de deixá-la levemente surreal.

Se alguém souber por que o Photo Booth inverte as fotos, por favor, me explica

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Nem está chovendo. O inverno dá o ar de sua desgraça e os dias estão começando, com certo atraso, a ficar gelados e úmidos. Na janela do quarto, ao oeste, o Guaibão não decepciona nunca à esta hora. Acho que cada milímetro de água passa o dia todo esperando o grand finale.

Tem dias que o sol não aparece, mas se ele decide aparecer só nos finalmentes, ai o espetáculo dourado consegue ser indescritível. Talvez Erico Veríssimo tenha escrito a melhor definição deste momento. Li em um dos 4 livros do Tempo e o Vento uma descrição que falava até em riscos em diversos tons de verde, lilás e alaranjado. É exatamente isso. Pena que não achei o texto na internet para botar aqui, mas depois eu procuro nos livros e transcrevo.

Um dia desses eu tava andando pelo bairro e já estava escuro na rua, mas os prédios estavam muito iluminados, dourados. Como se lá embaixo as coisas fossem feias, escuras e frias, mas, um pouquinho acima, tudo reluzia como ouro. Pareciam quadros de filme.

Agora, aqui do alto, eu olho pra este arco-íris e a cidade lá embaixo ganha graças, apesar de toda sujeira, violência e desordem. Dá vontade de ir lá, atravessar a José de Alencar e procurar o pote de ouro.

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